segunda-feira, 30 de abril de 2012

RESUMO DO TRABALHO APRESENTADO NO III ENCONTRO DE TCI e VI CONGRESSO DE TCI - 2011


Terapia Comunitária Integrativa oportunizando a criação de trabalho, de renda e de inclusão social.
Helenice Alves Pereira Bastos
helenicebastos@gmail.com
Rede Solidária de Artesanato e Cultura Popular Paranoarte
Os trabalhos desenvolvidos pela ONG Paranoarte vem sendo ajustados de acordo com a demanda das comunidades e replicados em diversos Grupos nas Regiões Administrativas do Distrito Federal e do Entorno (Ceilândia, Gama, Guará, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Taguatinga, Varjão e Lago Azul/GO). A meta é desenvolver ações que visam impulsionar as pessoas para o enfrentamento das dificuldades e a superação das condições de pobreza material e emocional. A proposta segue os dois princípios descritos abaixo:
- Ação social: Necessidade de estimular a participação ativa das artesãs para se tornarem autoras da transformação de sua realidade interna e externa. Para isso, considera-se os principais problemas levantados pelos participantes das sessões de terapia comunitária - desemprego, subemprego, baixa renda, desagregação familiar, baixa escolaridade, exclusão do mercado de consumo, moradias precárias, violência, consumo excessivo de drogas lícitas e ilícitas, dentre outros.
- Fortalecimento da sociedade civil: O projeto Paranoarte acredita que o aprender coletivamente gera uma dinâmica de inclusão e empoderamento. É preciso romper com o isolamento entre o "saber científico" e o "saber popular", para promover o respeito mútuo entre as duas formas de saber, numa perspectiva complementar, sem rupturas com a tradição e sem negar as contribuições da ciência moderna. O indivíduo deixa de ser objeto passivo de intervenção para se tornar um parceiro ativo e sujeito de sua própria história. Isto possibilita o resgate do capital sócio-cultural do grupo e apropriação das decisões e das políticas públicas como co-autores.
- Diversidade cultural: A proposta do Paranoarte ver como referência também importante o acolhimento e respeito da diversidade cultural, proporcinando a grandeza e a pluripotencialidade dos grupos sociais. Essa diversidade possibilita a conquista da riqueza dos códigos, recurso indispensável no processo de empoderamento e na construção da cidadania.
O fazer artesanal traz o saber original dessas mulheres, sua formação cultural, seus talentos familiares transgeracionais, valores estes que podem incorporar as contribuições das novas tecnologias capazes de agregar valor comercial aos produtos. Estimula-se, assim, a revitalização e inovação das práticas artesanais para dinamizá-las com uma tecnologia atualizada.
A técnica artesanal agregada de valores apropriados incentiva e redimensiona a sabedoria popular, combinando-a com os recursos

mais atuais de design e confecção de produtos. Esse caminho favorece a viabilidade comercial, e trás benefícios sociais e econômicos, propiciando que se forme uma rede de parceiros que sejam capazes de implementar ações, resultando em novos produtos que atendam as novas demandas de mercado. Forma-se, então, um modelo que cria um pólo de integração com outros movimentos sociais e que pode ser replicado e reutilizado em outras comunidades
- Promoção do protagonismo: Utilização da metodologia da Terapia Comunitária Integrativa como fomentadora das iniciativas de trabalho na comunidade. "Este instrumento permite construir redes sociais solidárias de promoção da vida e mobilizar recursos e competências dos indivíduos, das famílias e da comunidade" (Adalberto Barreto).
O enfoque na formação de redes solidárias, trazido pela metodologia da TCI, prepara as pessoas das comunidades para compreender os princípios básicos do empreendedorismo social. A partir da formação dessa competência aparece uma possibilidade real de fomentar a iniciativa, a criatividade, a busca de soluções para os problemas econômicos e sociais, oportunizando a criação de trabalho, de renda e de inclusão social.
Enquanto muitos modelos centram suas atenções na carência dos indivíduos, a TCI se propõe a incentivar a busca e a eclosão das competências que se encontram ocultas. Procura estimular o grupo a usar sua criatividade para a construção do seu presente e futuro a partir de seus próprios recursos.
Ver além da carência para ressaltar a competência torna-se uma fonte geradora de crenças positivas a respeito de si mesmo e da comunidade, bem como nos recursos internos e externos que podem ser buscados para a concretização dos objetivos de superação das dificuldades inerentes à pobreza e à exclusão.
Mobilizar as competências se torna um facilitador na promoção de vínculos solidários para a consolidação da rede de apoio aos que vivem em situação sócio-econômica precária.
A Terapia Comunitária explicita que famílias e comunidades que vivenciam problemas têm também suas próprias soluções. Elas precisam ser estimuladas para tomar consciência do potencial humano e cultural que possuem, necessitando apenas ser mobilizadas. É no grupo reunido, na troca de experiências individuais e de grupo, na reflexão coletiva, na solidariedade, no reforço dos vínculos afetivos e nos valores locais que o tecido social se consolida, que a consciência social desperta, que a descoberta das soluções se opera para superar as dificuldades. Isto determina que a inserção social dos indivíduos e famílias aconteça em novos contextos.
Aplicação
A aplicação dessa tecnologia social leva em consideração as especificidades das localidades, identificadas através da realização de avaliações internas (dados coletados por meio de observações livres). Assim, os dados não devem alcançar um lugar supervalorizado em detrimento das idéias, mas, devem ser utilizados como facilitadores

dessas.
Para fins de apresentação das propostas, é realizado um mapeamento sócio-econômico de cada um dos grupos atendidos pelo projeto de modo a levantar: a quantidade de pessoas freqüentes no grupo, a estrutura física do local das reuniões, a estrutura tecnológica (máquinas e computadores) que o grupo dispõe no local, ou na residência das artesãs, os produtos que são desenvolvidos e as técnicas utilizadas. Isso porque o projeto visa aprimorar técnicas já existentes nos grupos e difundir novas técnicas utilizando insumos de baixo custo que se tornem acessíveis para a continuidade das ações, após o término do projeto.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Baseado nos princípios da permacultura - Chácara Asa Branca


Centro de Permacultura Asa Branca
http://asabranca.org.br/
visitas@asabranca.org.br
61 9975-0658

Venha visitar a Chácara Asa Branca este sábado!

Programa de Visitas individuais
A Chácara Asa Branca, ambiente de cerrado denso e conservado, oferece vivências permaculturais por meio de visitas guiadas que mostram diversas tecnologias sustentáveis.
 Programe-se para a próxima visita!!
28 de Setembro
Sábado
das 9hs às 12h30
As visitas têm duração de 3h, são guiadas por um facilitador e incluem alimentação natural. O valor da visita é de R$25,00 por pessoa, e os grupos devem ter no mínimo 8 pessoas.
Interessados devem garantir sua vaga mediante o depósito de seu investimento até dia 26/09 e preencher o formulário de inscrição!

Para facilitar a vinda de pessoas interessadas mas que não formam um grupo de 8 pessoas, estamos organizando um sábado por mês para centralizar esses pedidos.
Se você tiver um grupo formado, entre em contato para agendamento da visita personalizada.

Centro de Permacultura Asa Branca

Localizada a 25 km do centro de Brasília, o Centro de Permacultura Asa Branca, berço do IPOEMA é um espaço em que as habitações, o abastecimento e tratamento das águas, a produção de alimentos e atividades produtivas são exemplos presentes de aplicação da Permacultura.

Ocupa uma área de 6 hectares de um belo e denso cerrado, onde diversas atividades e processos para geração de sustentabilidade podem ser observados.

Baseado nos princípios da permacultura, com planejamento e execução de ocupações humanas sustentáveis, os projetos implementados na Chácara Asa Branca unem práticas ancestrais aos modernos conhecimentos, principalmente de ciências agrárias, engenharias, arquitetura e ciências sociais, todas abordadas sob a ótica da ecologia.

A elaboração, a implantação e a manutenção de ecossistemas produtivos da Asa Branca promovem a diversidade, a resiliência e a estabilidade dos ecossistemas naturais. Esse processo alinha os sistemas humanos - energia, moradia, alimentação e cultura - com a maneira pela qual a vida funciona de forma harmoniosa.

Estamos esperando por você, sua família, amigos e colegas de trabalho!
Venham descobrir como é possível viver em harmonia com a Natureza!
Atenciosamente

SÃO JORGE!!!!